De Lisboa a Ruivós

Sexta-feira, quatro da tarde. Hoje vou sair mais cedo do trabalho. Destino: Ruivós. O Rui vem apanhar-me a casa, o resto da malta já nos espera para a jantarada em terras da Raia. Apesar da viagem que ainda temos pela frente a nossa cabeça já está lá. Não apenas pelos bons petiscos que nos esperam mas muito principalmente pelos amigos. Uns que já lá estão porque lá vivem, outros como o Gonçalo e a Sandra que também partiram hoje de Lisboa para lá.

(Fotos de Gonçalo Pires. Clique nas imagens para ampliar.)

Nuno CorreiaO pretexto de mais este nosso encontro nas terras dos nossos pais mas também nossas, é a caminhada que a nossa Associação dos Amigos de Ruivós organizou em conjunto com a Câmara e com as Juntas de Ruivós e da Bismula. O motivo podia ser outro qualquer que lá estaríamos na mesma e com a mesma vontade. A vontade de rever a terra e as gentes que nos são queridas. É isso que nos faz percorrer 300 e muitos quilómetros e é isso que faz muitos mais percorrerem 1000 ou 2000, ou os que forem precisos.
Mesmo conhecendo o gosto das pessoas pelas suas terras na nossa região, confesso que estas ainda me conseguem surpreender com as suas demonstrações de afecto nesse sentido. No Domingo passado, quando eu na minha ingenuidade estava a pensar que apareceriam umas 30 pessoas para a caminhada, qual não foi o meu espanto quando começo a observar o movimento de carros que iam chegando com o aproximar da hora da partida. Cerca de 150 pessoas, contou o Ricardo. E segundo me disseram, mais seriam, não fosse dia de primeiras-comunhões na Igreja do Sabugal, o que levou a que muitos habitués não pudessem comparecer. Já antes o Manuel me tinha dito que era mais ou menos o número de pessoas de que estavam à espera e acertou em cheio. Fiquei realmente contente de ver tanta gente «de fora» em Ruivós. Penso que esta fórmula das caminhadas de que a Câmara se lembrou em bom tempo foi um verdadeiro achado, uma forma extraordinária de dar a conhecer as nossas terras e os caminhos de que provavelmente só os de mais idade se recordavam. Ainda mais importante, é a hipótese que proporciona às pessoas da região de se conhecerem, de conviverem, de criarem novas amizades. Ao longo do percurso, apercebi-me que muitas das pessoas já se conheciam de algumas das outras 22 caminhadas já feitas nos últimos tempos, notando-se uma boa cumplicidade e espírito de camaradagem entre elas. Havia até os que «picando-se» com outros já faziam corta-mato, corriam, saltavam muros, tudo para ver quem chegava na frente, sempre num espírito de competição saudável e brincalhona. Deu-me gosto ver tudo isto na minha terra. É isto o espírito Beirão. Está vivo e recomenda-se.

p.s.: O porco no espeto com arroz de feijão servido no final a todos os participantes no Salão de Festas de Ruivós estava divinal, tal como o pequeno-almoço na Bismula. Estão de parabéns todos os envolvidos na organização. Ponto de encontro seguinte: Capeia Arraiana no Campo Pequeno no dia 6 de Junho. Agora é a vossa vez de fazer o Ruivós/Raia – Lisboa! Até lá!
Nuno Correia

Bem-hajas Nuno por nos teres trazido uma visão diferente (e de excelente qualidade) da 23.ª Caminhada pelo Interior Raiano do Concelho do Sabugal. Aproveitamos para agradecer a presença na confraternização que se seguiu à Caminhada dos mais idosos da freguesia e de todos os que apenas se puderam associar à «terceira parte». Um bem-haja muito especial ao pastor de Ruivós, o Padre Hélder, que carinhosamente esteve junto do seu rebanho.
jcl

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