Entrevista no jornal «A Guarda»

Entrevista ao Jornal «A Guarda» de José Carlos Lages, Presidente da Associação dos Amigos de Ruivós e Vice-Chanceler da Confraria do Bucho Raiano do Sabugal.

José Carlos Lages - Presidente Associação Amigos Ruivós«O Sabugal tem um património arquitectónico, gastronómico e histórico invejável»

José Carlos Lages é vice-chanceler da Confraria do Bucho Raiano e um dos fundadores e administradores do blogue Capeia Arraiana fundado em 6 de Dezembro de 2006. Neto e filho de naturais da freguesia de Ruivós, reside em Lisboa, onde desenvolve a sua actividade profissional mas sempre que pode desloca-se à aldeia onde tem as suas raízes.
Licenciado em Ciências da Comunicação exerce funções na área das Tecnologias de Informação e Comunicação, nos novos suportes da Internet e do multimédia.

A Guarda: Quem é José Carlos Lages?

José Carlos Lages: Um dia num teste de Proust fizeram-me a mesma pergunta. Respondi sem pensar: «Sou Beirão. Sou do Sabugal». Acrescento, agora, neto e filho de naturais da freguesia de Ruivós. O meu avô paterno foi contrabandista e o materno tinha um rebanho de ovelhas e algum desafogo económico que se transformou em sufoco porque faleceu novo e deixou filhos menores. As finanças de então arrebanhavam tudo o que podiam nos chamados inventários e deixaram em sérias dificuldades a viúva minha avó. Os meus pais – Gracinda e Francisco Lages – quando casaram foram de abalada para Lisboa à procura de vida melhor. Primeiro o meu pai e, passados dois meses, a minha mãe que nunca tinha saído do concelho, sozinha de comboio até à capital na grande aventura da sua vida. Há uns tempos a RTP fez um concurso para escolher o maior português de todos os tempos. Entendi enviar um email a protestar. Faltavam lá aqueles que eu considero os maiores portugueses de todos os tempos: os meus pais. Tenho um filho, vivo e trabalho em Lisboa, e sempre que posso fujo até ao Sabugal porque como afirma Jacinto em «A Cidade e as Serras» de Eça de Queirós: «Sim, com efeito, a Cidade… é talvez uma ilusão perversa! (…) onde milhões de seres tumultuam na arquejante ocupação de desejar padecem de desilusão, desesperança ou derrota e onde se troca a tranquilidade pela fugidia rodela de ouro».Cada regresso à aldeia é um reviver de emoções e sensações. Sinto-me bem a dizer na cidade que sou rural com todas as imperfeições que essa certeza pode transmitir. E como sabugalense do «lado de cá do rio Côa» gosto de dizer que D. Dinis foi o meu primeiro rei de Portugal porque, como se sabe, até à assinatura do Tratado de Alcañices, em 12 de Setembro de 1297, as terras raianas pertenciam a Leão e Castela onde reinava Fernando IV.

A Guarda: Que ligação tem ao Sabugal?

José Carlos Lages: As minhas ligações, as minhas referências,… as minhas raízes… estão na freguesia de Ruivós, estão no som único e inconfundível dos sinos do «meu» campanário. No cemitério reconheço quase todos os nomes gravados no granito e nas ruas da aldeia olho as casas de pedra com pesadas portas de madeira, agora cerradas, e recordo as pessoas que já me sorriram do cimo dos balcões. As minhas ligações estão na Raia, estão nesta imensa e saborosa relação dos cheiros, dos sons, dos sabores, das palavras meio-latinas, meio-portuguesas, meio-espanholas ou mesmo meio-francesas das nossas terras e das nossas gentes. Sou presidente da Associação dos Amigos de Ruivós, integro a Mesa da Assembleia Geral da Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa e como gosto de dizer faço muitas milhas por mês na A23. Mantemos as casas, os lameiros, os «tchões» e o cultivo da vinha da família que, apesar da pouca disponibilidade temporal, é um esforço que compensa. Não pela produção – que passou de cerca de 3000 litros para pouco mais de 500 porque, como gostam de dizer os antigos, «a vinha precisa de sentir a sombra do dono» – mas pelo imenso prazer de convidar os muitos amigos a provar o vinho ou a geropiga na velhinha adega mantida inalterável há décadas.
Costumo dizer que na Raia bebemos para… recordar. Especialmente nos secos tempos do mês de Agosto, quando avistamos um amigo de infância, assobiamos-lhe e aproveitamos para repetir um ritual que se perde nos tempos: ir até à adega e beber para recordar. Lembrar pessoas, episódios… enfim colorir a amizade e alimentar a alma.

A Guarda: Qual a sua ocupação profissional?

José Carlos Lages: Actualmente sou um profissional das TIC’s (Tecnologias de Informação e Comunicação) nos novos suportes da Internet e do multimédia e «sinto-me bem» nas áreas do webjornalismo e do webdesigner. Licenciei-me em Ciências da Comunicação (com especializações no Cenjor em jornalismo de redacção e jornalismo digital) e fiz uma Pós-Graduação em Estratégicas de Comunicação e Assessoria Mediática no ISLA. Em 1987 sai da Força Aérea – onde cumpri serviço militar durante três anos – e iniciei o meu percurso profissional como fotocompositor e, depois, como paginador nos semanários «O Jornal», o «Se7e» e «Jornal de Letras». Ingressei, por concurso público, na Imprensa Nacional-Casa da Moeda onde fiz uma intensa aprendizagem em artes gráficas como paginador do Diário da República. Em 1992, ano dos Jogos Olímpicos de Barcelona, fui convidado para ingressar no departamento de produção do jornal «A Bola». Aceitei o desafio e colaborei em diversos projectos para suporte papel incluindo a equipa de quatro elementos que transformou o jornal do formato broadsheet para tablóide. Em 1998 fui escolhido para chefiar a equipa que criou «A Bola on-line» tendo assumido as funções de coordenador do departamento de webdesigners e da redacção de jornalistas de actualização diária das notícias do portal desportivo. Em 2003 ingressei no departamento de conteúdos para telemóvel da Vodafone Live! Até ao encerramento da Universidade Independente (por motivos publicamente conhecidos) fui docente das cadeiras de Comunicação Multimédia e Informática Multimédia do Curso de Jornalismo do referido estabelecimento de ensino. Entre outras actividades fui director do jornal «Sabugal» editado pela Casa do Concelho do Sabugal, chefe de redacção da revista «Media XXI» e sou, por puro prazer, um dos administradores do blogue Capeia Arraiana.

A Guarda: Como aparece a sua ligação à Confraria do Bucho Raiano, quais são os objectivos da Confraria e como surgiu?

José Carlos Lages: A Confraria do Bucho Raiano nasceu da necessidade que alguns sabugalenses a viver em Lisboa (onde destaco o Paulo Leitão Batista) sentiram de se juntar e «recordar» os sabores e as vivências da região raiana do Sabugal. Eu e o Paulo conversamos todas as noites no Skype durante a edição do «Capeia Arraiana» e temos um grupo de amigos com os quais costumamos almoçar na Casa do Concelho do Sabugal. As conversas passaram a incluir a possibilidade de organizar uns almoços onde o bucho fosse o prato principal. Organizámos o primeiro almoço em 16 de Novembro de 2007, na «Casa» com a presença de cerca de 60 participantes. Decidimos passar a organizar um almoço em Lisboa no mês de Novembro, no primeiro sábado a seguir aos Santos e outro no Sabugal, no fim-de-semana que antecede o Carnaval para preservar a tradição secular da festa familiar que antecedia o jejum e o rigor quaresmal até à Páscoa. Após o quarto almoço a Câmara Municipal do Sabugal entendeu atribuir, com data de 6 de Março de 2009, um louvor à Confraria do Bucho Raiano que ficou oficialmente constituída a 6 de Maio em escritura pública notarial. No dia 1 de Fevereiro de 2010 foi aceite na Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas e tem o I Capítulo de Entronização marcado para o dia 17 de Abril de 2010 no Sabugal onde irão marcar presença representantes de confrarias de todo o país.

A Guarda: Que actividades desenvolve?

José Carlos Lages: No passado dia 13 de Fevereiro realizou-se, no Sabugal, o VI Almoço concretizando uma alternância entre Lisboa (primeira semana de Novembro) e as terras sabugalenses no fim-de-semana gordo do Carnaval. Para o próximo dia 17 de Abril está marcado o I Capítulo de Entronização da Confraria do Bucho Raiano que vai reunir no Sabugal representantes de todas as confrarias gastronómicas do país oficializando a constituição da Confraria que vai ter como madrinhas a Confraria da Chanfana de Vila Nova de Poiares e a Confraria do Queijo da Serra da Estrela. Para este ano está previsto um rally-paper gastronómico pelos restaurantes raianos, uma conferência sobre a tradição e os sabores gastronómicos raianos em Outubro nos Fóios e uma matança tradicional do porco no mês de Dezembro no Soito. Actualmente estão oficialmente registados 43 confrades.

A Guarda: Qual a importância do bucho e de outros produtos da gastronomia raiana, para a economia do concelho do Sabugal?

José Carlos Lages: Os enchidos e o bucho sempre foram produzidos de forma artesanal e caseira. Atrevo-me a dizer que são os melhores. Tal como no poema «Tabacaria» de Fernando Pessoa a metafísica está em comer chocolate, perdão, em comer bucho porque não há mais metafísica no mundo do que comer bucho. Saborear um bucho em família ou com amigos transporta-nos para os tempos da nossa meninice e da nossa infância quando toda a família se reunia no domingo gordo, à volta da mesa, em casa dos avós, aguardando a panela de ferro que, fumegante, vinha da aquecida cozinha onde nos varais do fumeiro pingavam as chouriças e as farinheiras. A importância comercial é actualmente, de reduzida importância, até porque é um produto sazonal que apenas se dá bem com os rigores do Inverno. A Confraria tem autoridade legal para certificar a qualidade de produtores e restaurantes e vai aproveitar essas competências para incentivar a produção, venda e oferta na restauração do bucho raiano.

A Guarda: A gastronomia, associada a outras potencialidades, pode contribuir para o desenvolvimento do concelho?

José Carlos Lages: Todas as tentativas são válidas para fazer mexer um concelho que não pode morrer. A região raiana tem uma gastronomia rica e variada onde se destacam os enchidos e o bucho, a truta do Côa, o mel da Malcata, os queijos e o cabrito. O desenvolvimento do concelho passa por convencer os turistas a visitarem a região e a ficarem mais do que um dia ou uma tarde. Mas é preciso acreditar, é preciso empreendedorismo porque escasseiam as oportunidades para inverter um cenário por onde se vão escoando as opções de vida e em lugar do regresso das nossas gentes assistimos ao abandono das nossas terras. Tem faltado muita sensibilidade cultural e política na Câmara e na empresa Sabugal+. Os discursos e as obras têm sido feitos para dentro para aqueles que já estão convencidos esquecendo que é igualmente importante cativar os que são de fora. Felizmente sentem-se ventos de mudança com o novo executivo liderado pelo Eng.º António Robalo, com uma vice-presidência feminina e uma oposição rejuvenescida e mais interventiva.

A Guarda: Como considera o Sabugal do ponto de vista do turismo e do património?

José Carlos Lages: O Sabugal tem um património arquitectónico, gastronómico e histórico invejável. A Capeia Arraiana, os cinco castelos, o rio Côa com os viveiros das trutas e a barragem do Sabugal, as Termas do Cró, a Serra da Malcata e o lince que teima em voltar, o bucho e os enchidos, a histórica única do contrabando e da emigração a salto nesta zona da raia são marcas que não têm sido aproveitadas por falta de sensibilidade dos dirigentes políticos. São marcas únicas que todos os concelhos gostariam de ter. Falta pensar um museu do contrabando, do dialecto quadrazenho e da emigração e falta pensar um centro interpretativo para o turismo religioso. Veja-se o exemplo do roteiro turístico editado pela empresa municipal Sabugal+ que apresenta na capa o portal que resta de um castelo que nunca foi acabado em Vila do Touro e onde a primeira referência à Capeia Arraiana aparece na página 42. É um mau serviço ao turismo do concelho.

A Guarda: Que potencialidades existem e que, em sua opinião, ainda não estão devidamente valorizadas?

José Carlos Lages: Acima de tudo a Capeia Arraiana, um espectáculo único no Mundo que nunca foi devidamente promovido (fora do concelho) pelas entidades oficiais. Recentemente surgiu uma polémica com a possibilidade de se realizar uma capeia arraiana na Ilha Terceira nas festas sãojoaninas. «Aqui d’el Rei que nos roubam a capeia» berraram alguns. Estou em completo desacordo com aqueles que acham que uma capeia apenas se pode realizar em nove ou dez aldeias da raia mesmo que seja em recintos construídos em cimento. A genuína Capeia Arraiana deve ter encerro, toiro de prova e às cinco horas da tarde a corrida com forcão. O desencerro é outro elemento fundamental e podemos ainda acrescentar que antigamente a Capeia tinha lugar na praça central da aldeia com as ruas tapadas por carros de vacas carregados de lenha. É esta a essência de uma Capeia Arraiana. Pode ser feita sem encerro? Pode. Pode ser feita fora da Raia? Pode. A Casa do Concelho do Sabugal já organizou cerca de 30 capeias em Lisboa e a maior parte delas no Campo Pequeno. O tango pode ser dançado fora de Buenos Aires? Pode. O fado pode ser cantado pela Mariza em Tóquio? Pode. O que é que falta então? Faltava assumir como marca registada a Capeia Arraiana como património imaterial da Humanidade e como tradição com origem na raia sabugalense. Depois devia ser criado um grupo amador (tipo forcados) orientado pela Câmara Municipal do Sabugal ou pela Associação «Oh Forcão Rapazes» para que fosse possível actuarem em todos os lugares do Mundo promovendo as terras do forcão. No passado mês de Janeiro – finalmente e com muitas décadas de atraso – a Câmara Municipal do Sabugal solicitou no INPI o registo das marcas «Capeia» e «Capeia Arraiana» para diversas actividades. Finalmente ouviu-se no responsáveis políticos o grito: «Agarrai-o».
Quando chegamos a Penamacor avistamos um cartaz que diz «Terras do Lince». E para quando nas estradas que levam ao concelho do Sabugal a indicação «Terras do Forcão»? E para quando na entrada da cidade do Sabugal a indicação: «Capital do Bucho Raiano»? Voltando à vizinha Penamacor a autarquia tudo tem feito para promover a serra da Malcata e os produtos que lhe estão associados como o lince, o mel, o queijo, etc. É um trabalho com muito valor e que começa a dar frutos e onde o Sabugal tem tido uma participação muito discreta. Belmonte apostou, em boa hora, nos vestígios e nas rotas relacionadas com os judeus. Juntou-se recentemente à Guarda e Trancoso para desenvolver um trabalho de sedução ao turismo religioso. O Sabugal de acordo com um extraordinário trabalho de investigação do historiador Jorge Martins que está a ser publicado semanalmente no «Capeia Arraiana» tem imensos registos de famílias judias a residir no concelho. Infelizmente ficou de fora desta aposta-investimento nos roteiros de turismo judeus. Aproveito para destacar o investimento privado «Casa do Castelo» que tem andado a pregar no deserto alertando para as potencialidades, enquanto alternativa de turismo sazonal, do investimento na investigação dos vestígios religiosos. Há, por exemplo, uma lenda que diz que o milagre das rosas da Rainha Santa Isabel se deu à sombra do Castelo do Sabugal que ostenta uma torre pentagonal única no país. «Não é possível confirmar» dizem alguns mas, na verdade, apenas temos suposições sobre várias hipóteses e vários lugares. São pormaiores, diria.
Apenas destaco mais duas: a fraca promoção que tem sido dada à truta das cristalinas águas do Côa e a incapacidade dos políticos e cidadãos influentes para saberem ouvir as ideias dos sabugalenses que sentem as suas origens mesmo não vivendo no concelho. Manteigas, por exemplo, faz dos viveiros das trutas um grande veículo de promoção gastronómica da vila. No Sabugal parece haver medo em destacar um produto com qualidades evidentes que merecia apoios para ser distribuído pelo país e estrangeiro. Mais uma vez tem faltado capacidade para promover a marca «Trutas Raianas do Côa». É pena.

A Guarda: Como surgiu a ideia para a criação do seu blogue Capeia Arraiana?

José Carlos Lages: Começou por ser um desafio familiar da minha mulher e transformou-se na necessidade de alimentar uma paixão. Na sequência de outros projectos ligados à direcção da Casa do Concelho do Sabugal em que tínhamos participado juntos entendi «obrigar» o Paulo Leitão Batista a participar nesta aventura na Internet. O Paulo, além de primo, é um bom amigo e em conjunto temos investido o nosso saber e o nosso tempo livre (que, por vezes, roubamos à família) para promover e destacar – com verdade e sem anonimato – as terras raianas da Beira (Alta e Baixa). O primeiro post, datado de 6 de Dezembro de 2006, diz apenas: «Castelo de cinco quinas, há só um em Portugal, fica à beira do Côa, na vila do Sabugal» mas o segundo já noticia que «os sabugalenses se preparavam para fazer uma manifestação, em Lisboa, frente ao Ministério da Saúde contra o encerramento do SAP concelhio». E assim começou esta espécie de serviço público construído na praça virtual da cidadania. Adoptámos um estatuto editorial com rigor jornalístico e temos tido a felicidade de publicar crónicas e opiniões de um conjunto de opinadores de excelência a quem muito agradecemos por acreditarem que o «Capeia Arraiana» quer ser acima de tudo um espaço de livre cidadania e opinião.

A Guarda: Que balanço faz deste projecto que divulga o Sabugal na Internet?

José Carlos Lages: Costumo dizer que «acredito em pessoas, não acredito em projectos», ou seja, que todos os projectos são aquilo que as pessoas que os gerem fazem deles. E por isso sinto, sem falsas modéstias, que é um balanço muito positivo. A análise das diferentes estatísticas compensam-nos alguns momentos de desânimo. Aqui ficam alguns exemplos: o Google atribui-nos um excelente 5 no «pagerank»; o Sitemeter (empresa americana que faz a nossa análise de tráfego) indica um total de quase 900 mil visitas únicas e uma média diária de 964 visitantes. Importa referir que se nos limitarmos os dados de segunda a sexta-feira essa média sobe para cerca de 1200 visitas diárias. O mês de Outubro de 2009 (eleições autárquicas) está no top mensal com mais de 40 mil visitas tendo registado na noite do domingo eleitoral cerca de 110 visitantes on-line ao mesmo tempo; no webblog que audita um blogómetro das visitas aos blogues portugueses temos variado entre as posições 60 e 80 e mantemo-nos no top10 dos blogues regionais. Já publicámos mais de 3800 notícias (posts) e aprovámos cerca de 4500 comentários às mesmas (os comentários que não forma publicados por critério editorial rodam os 2 mil) e inserimos mais de 20 mil fotografias e vídeos. Continuamos a considerar que se mantém válidos os objectivos traçados no início mas não conseguimos prever o futuro até porque os desafios multimédia são muitos, as ideias são muitas e a web avança já a uma velocidade de fibra óptica com mais de 12 milhões de blogues activos. O «Capeia Arraiana» mais do que um projecto é a alma de quem lá escreve e de quem o lê. O futuro inventa-se e como disse Fernando Pessoa: «Cultura não é ler muito, nem saber muito; é conhecer muito. Viver não é necessário. Necessário é criar.»

Entrevista do jornal «A Guarda». Aqui.

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4 thoughts on “Entrevista no jornal «A Guarda»

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  1. Boa primo, mais uma vez me sinto orgulhosa de ti, só é pena que as nossas vidas nos tragam por vezes afastados, mas acredita, o carinho e a amizade perdura, e quando nos encontramos, sei que nos sentimos felizes.
    Como tu dizes, é bom não esquecermos as nossas raizes e lembrarmos sempre com ternura e saudade os que nos são queridos, mesmo não estando já entre nós. Lembro-me também dos nossos dias passados na Ribeira ou na Quinta com os avós e a tia Ascenção e quando o avô ia apanhar um coelho ou uma lebre para o almoço, e que ao fim do dia todos sujos chegavamos ao povo ainda com vontade de brincar no largo da fonte.
    Também recordo com saudade quando ao outro dia da festa de S. Paulo se comia o bucho e os torresmos em casa da avó Maria.
    É verdade que tudo se está a perder, especialmente o conceito de amizade e ajuda desinteressada que nesses tempos havia.
    Por todos os esforços que estás a fazer para que as tradições não sejam perdidas, mais uma vez o meu muito obrigada, e se precisares de alguma ajuda para coisas mais antigas , conta com a tua prima velhota
    Beijinho e vai em frente

  2. sin primo eu nao te conheco ou talves te visse quando tu eras pequeno pois sou filha de bonifacio lages e prodencia agradesso muito o que tu fazes pou a nossa aldeia a tua mae e o teu poisd lembre me muito ben esses bailaricos que agente fazia e dezia mos o chico e a gracinda sao os namorados de pequenos muito obrigada pelo teu trabalho a manuela e o ze conta me ate tenho fotos de voces todos muita pena pour mariana tamben vi a minha mae a codosir un mercedes con bon estar en ruivos beijinhos a todos

    1. Prima Maria de Fátima

      Manda-nos umas fotos tuas e da tua família para publicarmos no blogue da Associação dos Amigos de Ruivós.
      E desde já estão todos convidados para a Capeia do dia 7 de Agosto em Ruivós.
      Beijinhos para todos
      Carlos Lages

      Email: jcglages@gmail.com

  3. ola ruivos sei que e un dia muito triste para todos .pois a mariana voltou para sempre deixou a sua familia sozinha mas deus assin o quis. coragen para toda a sua familia e amigos

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